sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Confesso...






Confesso que sou apaixonada pela minha profissão. Sempre fui uma adolescente desligada, desatenta e desapaixonada pelo estudo (para desespero da minha mãe).
Um dia disseram pra mim que eu nunca passaria numa faculdade, sequer terminaria o segundo grau!Fiz a graduação como bolsista e terminei a pós com o mérito de um dez. Sempre dormi muito porque nos sonhos a dor diminuía, as coisas eram menos sofridas.As adversidades para uma adolescente eram deveras pesadas (até hoje eu ainda acho isso). Minha mãe costuma me dizer que as coisas boas a gente esquece. Ontem a noite eu lembrei de uma que me matou de rir: quando crianças a gente acompanhava uma novela chamada "Que Rei Sou Eu?", minha mãe lia no jornal o que passaria no episódio da noite, ao anoitecer todos deitavam na cama dela, nós cinco, e ela começava a nos contar o que aconteceria no episódio. Nossaaaaa, e acontecia mesmooooo!HAHAHAHAHAHA! Minha mãe era vidente! Minha heróina naquele empo e ainda mais agora!
Voltando ao assunto profissão...essa semana eu me reapaixonei, apesar dos alunos terem um medo danado de mim porque sou considerada uma professora exigente nos lugares em que trabalho, tive gratas surpresas essa semana. É uma profissão linda mesmo. Sei que serei fadada a ser pobre, mas acontecem coisas indescritíveis em uma sala de aula!Só quem está lá presencia os "pequenos milagres" da informação. Ando satisfeita apesar do trabalho árduo. Costumo comparar minha alegria com as vitórias deles como as de uma mãe com a dos filhos, mesmo não sabendo o que é ser mãe,mas a sensação deve ser bem parecida.
Ontem eu estava pensando e pedindo a Deus: não precisa me dar luxo e sim condições para eu não me sentir um lixo. Não deu cinco minutos e meu telefone tocou, era a direção do Princesa Isabel me oferecendo três turmas que sobraram para hora extra. E eu lembro da mamãe de novo..."quem trabalha bem, sempre tem!".

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